Faculdade: E agora? #8 • 5 Erros que a maioria de nós cometemos (e como corrigi-los)

26 março 2017 1 Comentário



Vamos ser francos e diretos logo de início: todos nós cometemos erros, independentemente de estarmos no ensino básico, secundário ou superior. Faz parte da vida de estudante cometer erros, falhar redondamente, ficar a perguntarmo-nos porque é que aquilo correu mal e depois voltar a cometer o mesmo erro mais dez vezes antes de percebermos (ou não) que o problema era aquilo. E depois errar outra vez. O ser humano é racional, mas nem sempre é muito inteligente. 

Portanto, aqui estou eu - uma estudante que já passou por várias fases e, neste ponto, já devia ter corrigido todos os erros e aprendido com eles - para vos falar de alguns desses erros típicos e como tentar corrigi-los. Vocês sabem, para tentar ter uma vida académica um pouco mais tranquila e tal.



1. Não ter uma rotina de sono estável

Ficar acordado até tarde a estudar ou a fazer algum trabalho não é nada e novo na rotina de um estudante. Aliás, é tão corriqueiro que deixa de ser exceção, e entra também na esfera do tempo livre: quando damos por nós, são 3h da manhã e estamos a ver uma série. O resultado é que, independentemente da hora a que nos levantemos depois, nunca iremos estar realmente descansados, porque o nosso horário de sono é instável demais. Contudo, chegamos a um ponto em que, mesmo que tentemos, já não conseguimos adormecer antes de determinada hora.

Solução: Alarmes e muita força de vontade. Eu decidi ser radical, mas é um processo que pode ser mais gradual, dependendo da disposição de cada um. Eu passei de deitar-me às 3h e levantar às 12h para, de um dia para o outro, deitar às 23h e levantar às 07h. Não, é claro que eu não consegui adormecer cedo nas primeiras duas semanas (e andei um bocadinho zombie), mas eventualmente o meu corpo acabou por se habituar e agora por volta das 22h já começo a sentir-me ensonada e levantar-me às 07h já não custa tanto - e continuo a ter tempo para fazer, de manhã, tudo o que antes fazia à noite. A minha mudança foi um pouco radical (apesar de eficaz), mas pode ser feita de forma mais gradual: começar por deitar à meia noite e levantar às 09h, depois deitar às 23h e levantar às 08h, e por aí diante até conseguir deitar e acordar às horas ideais para cada pessoa. A parte dos alarmes ajuda-me a não deixar passar das 23h, e a acordar à hora certinha de manhã. 

Imagem © stocksnap.io

2. Não nos mantermos hidratados

Falando contra mim também, nós não bebemos água suficiente ao longo do dia. Seja porque nos esquecemos, porque não queremos andar com uma garrafa de água, ou porque sumo é mais apetitoso (erro! sumo faz mal e não hidrata!), Eu, apesar de andar sempre com uma garrafinha atrás de mim, por vezes esqueço-me de ir bebendo ou tenho preguiça de voltar a encher. Contudo, é em casa que eu bebo menos água - tal como muitos outros jovens -, porque ir à cozinha de propósito para beber um copo de água é chato, não é?

Solução: Há aqui duas soluções, que podem ser usadas em conjunto: a) Andar com uma garrafa de água pequena connosco para todo o lado, e ter uma garrafa de litro e meio connosco em casa; e b) uma das extensões Drink! , Beveriser ou Ulla , que nos dão lembretes regulares para beber um pouco de água. Combinados, os dois métodos deverão manter-nos hidratadas convenientemente. 

3. Não fazer pausas

Eu sou muito culpada deste mal - não necessariamente enquanto estudo ou trabalho, mas com tudo em geral. Eu tenho esta coisa em que tenho de terminar algo antes de fazer uma pausa - e isso, por vezes, significa não fazer pausa de todo. Para muitos estudantes, contudo, não fazer uma pausa é o método deles, o que significa estudar durante duas ou três horas seguidas - e isso, meus caros, é um dos maiores erros da maioria dos estudantes, porque satura o cérebro e o estudo deixa de render. Contudo, é tão fácil perder noção do tempo, não é?

Solução: Existem algumas extensões interessantes, como o Stricktworkflow, de que falarei no tópico abaixo; contudo, por enquanto vou sugerir o Break Time, para o Chrome. Enquanto o  Stricktworkflow funciona num esquema de 25minutos+pausa, o Break Time permite-nos estabelecer os nossos próprios números e decidir quanto tempo de trabalho e de pausa preferimos, entre outras pequenas opções interessantes. Quando o tempo termina, um timer irá preencher o ecrã, lembrando-nos de parar. Dá para colocar apenas 2 min. de pausa, mas eu, sinceramente, recomendo um mínimo de 5 min. 


Imagem  © stocksnap.io

4. Distrairmo-nos facilmente

É tão fácil estarmos a estudar ou a fazer um trabalho e pararmos para ir dar uma espreitadela no Facebook, ou no Twitter, ou no e-mail; ou, num cenário mais perigoso, com algum video de gatinhos ou um questionário do BuzzFeed para saber que tipo de topping de pizza somos. As distrações estão em todo o lado e é impossível resistir, não é? Contudo, desligar a internet não é uma opção - seja por causa da playlist que estamos a ouvir, o podcast sobre a matéria ou por causa da pesquisa que estamos a fazer. Estamos condenados a distrair-nos para sempre!

Solução: Graças a algumas almas bondosas que pensaram nisso, as lojas do Google Chrome, Safari e Mozila estão quase saturadas com extenções que bloqueiam distrações durante o tempo que quisermos. O Stricktworkflow é o meu favorito, porque não só bloqueia os sites que eu colocar na lista negra durante determinado tempo, como também segue o método do Pomodoro e não me deixa desbloquear manualmente os sites - tenho de esperar que os 25min terminem ou fechar o browser. E é impossível ignorá-lo, porque uma campainha toca no início de cada ciclo. Esta extensão também pode ser usada para o item 3.


5. Não ter uma agenda (ou não a usar)

Há quem funcione bem sem uma agenda, e quem não funcione sem uma - como eu. Para mim, não ter algo anotado significa que é como se essa coisa não existisse (logo, eu vou esquecer-me), sobretudo porque sou terrível com datas. Assim sendo, tive de adaptar-me à ideia de andar com uma agenda de um lado para o outro, e ela ser a primeira coisa que eu tiro da mala assim que me pedem para lembrar algo. 

O problema da maioria das agendas no mercado é terem demasiado papel, e ainda assim não terem todas as tabelas e páginas de que um estudante precisa. Sim, se for preciso temos uma página para cada dia, mas para que serve isso se não tem uma página para o horário, ou para as notas, ou para notas importantes? Além do mais, tendem a ser caras para as poucas funcionalidades que têm. Assim sendo - e associado ao facto de que os estudantes cada vez menos tê o hábito de apontar fisicamente as coisas (a.k.a. em papel) - cada vez mais se está a perder o hábito de usar agendas físicas. E eu até compreendo, até certo ponto. Eu também nunca consegui funcionar com as agendas normais.

Contudo, foi algures no secundário - quando a escola começou a distribuir agendas gratuitas, agendas feitas para os estudantes da escola - que eue descobri o meu tipo e agenda: uma agenda onde os meses não sejam linhas, mas sim tabelas. Ter uma visão mensal do mês numa tabela com os dias dá-nos uma visão geral dele, e permito-nos calcular mas facilmente quantos dias faltam para entregar aquele projeto.

Solução: Depois de alguns meses em busca d'A Agenda Perfeita, encontrei-a no The Handame Home. Tinha exatamente as páginas de que precisava e eu apenas precisei de acrescentar mais algumas e fazer uma capa personalizada. Mandei imprimir e encadernar e não podia estar mais satisfeita com ela. É bonitinha, prática, não tem centenas de folhas desnecessárias e tem tudo aquilo de que preciso.


Também cometes estes erros? Que tal tentar as soluções que eu dei aqui?
Deixa o teu juízo nos comentários!



1984, de George Orwell

21 março 2017 2 comentários

Sabe mais sobre o livro ou adquire-o AQUI.

AVISO: O texto que estás prestes a ler é um conjunto de excertos (organizados de uma forma coerente) que foram retirado de um trabalho escolar cujo foco era a análise sociopolítica da obra em questão. Desse modo, este texto poderá ter vocabulário político e histórico, assim como uma linguagem mais rigorosa e formal do que aquela que é habitual neste blogue. Escusado será dizer que é inteiramente da minha autoria.

1984 / Mil Novecentos e Oitenta e Quatro é um romance distópico cujo foco é a crítica ao totalitarismo e à oligarquia. A obra retrata uma sociedade controlada por um regime totalitário, narrando a vida de Winston Smith, um homem insignificante, e a sua posição nessa sociedade. Smith é fiel ao regime, até ao dia em que se apercebe da sua própria miséria e do que o rodeia, iniciando uma rebeldia contra o regime. Envolvendo-se num romance tórrido com Julia, uma revolucionária como ele, e numa rede de mistérios e planos revolucionários, Winston vai, aos poucos, descobrindo mais sobre o mundo em que vive - e as mentiras que o rodeiam.

Além da repressão e opressão, esta sociedade ainda vive sob uma rígida hierarquia, composto por três classes distintas: no topo, o Grande Irmão e os membros do Partido Interno; seguidos pelos membros do Partido Externo; e, na base, as Proles.  Orientada pela máxima do SOCING – o Socialismo Inglês -, Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força”, esta sociedade é controlada até aos mais ínfimos detalhes, chegando o Partido a invadir a vida privada das pessoas. Aliás, “privacidade” é um conceito inexistente neste modo de vida, em que as pessoas são vigiadas permanentemente por Telecrãs – televisores com câmaras incorporadas que registam cada movimento e som dos indivíduos.

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Versões das capas da editora "Antígona"

Feroz crítico dos totalitarismos, Orwell pretendia censurar os regimes da sua época ao retratá-los na sua obra. Assim, encontram-se diversos traços semelhantes entre o regime de 1984 e os regimes totalitários do século XX: o comunismo, o fascismo e o nazismo. A elevação da União Soviética enquanto regime socialista terá sido o principal gatilho de Orwell para a criação de uma sociedade com as mesmas características da URSS. À semelhança do regime de Estaline, também em 1984 há o desaparecimento de pessoas e consequente eliminação absoluta da existência delas. 

Ao fascismo e nazismo, Orwell foi buscar os organismos repressivos – como a Polícia do Pensamento -, o controlo das pessoas – nomeadamente, o pensarcrime (o ato de pensar algo que se oponha à ideologia do regime) - e o culto da violência. As Juventudes Hitlerianas também serviram como inspiração para a criação, na sociedade de 1984, de uma organização juvenil de condicionamento: a Liga da Juventude. Na área do entretenimento e da saúde – como o cinema e a actividade física -, o SOCING e o Grande Irmão revelam interesses semelhantes aos de Hitler e Mussolini: a preocupação de manter as pessoas ocupadas e saudáveis, de modo a não contestarem o regime. Somando a isso, tem-se a existência de um único partido – o Partido Único -, onde uma figura central detém o poder absoluto sobre a nação.

1984 não se trata apenas de uma obra de ficção científica e romance com uma visão crítica; é sobretudo um retrato futurista daquilo que Orwell acreditava que viria a ser o mundo, se os regimes totalitários continuassem a dominar as nações e proliferassem. Considerada uma obra fatalista no seu tempo, 1984, no entanto, não falhou totalmente nas suas premonições. Apesar de as sociedades atuais não serem dominadas por regimes opressores, Orwell estava certo ao afirmar que seriam profundamente controladas e vigiadas

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Algumas versões internacionais interessantes

A tecnologia, que se acreditava que facilitaria a vida das pessoas e melhoraria a comunicação, tornou-se um meio de alienação e controlo psicológico. A publicidade, os registos telefónicos e internáuticos, a novilíngua, a vigilância em vídeo e fotografia, a ausência de privacidade nas compras, entre outros aspectos do nosso dia a dia, são apenas alguns dos exemplos de dominação e condicionamento das pessoas. 

2+2 =5”. Não quatro, mas cinco. Este é um dos princípios fundamentais da obra. Chama-se a isso, pelas palavras de Orwell, “dizer mentiras deliberadamente, nelas acreditando com sinceridade”. No fundo, toda a obra gira em torno desta conta e do seu resultado deliberadamente fraudulento. A dissimulação e negação da verdade, assim como a dominação intelectual, são as principais ferramentas de sustentação do regime vigente em 1984. Sem elas, assim como sem a violência e uma forte estruturação social, seria impossível que o governo sobrevivesse tão firmemente. 

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Há várias edições deste livro em todo o mundo.

Contudo, é a mensagem do autor que tem mais relevância, além da sua capacidade inigualável de fazer arte (uma obra como 1984) com a guerra. O seu aviso tem tanto de real quanto é possível numa obra escrita em 1949, mas é de uma relevância demasiado grandiosa para ser ignorado. 

Em suma, 1984 é uma das maiores e mais significativas obras do século XX e adiante, com uma forte componente política, social e histórica, de leitura fundamental.



Intuição ou Pressentimento?

19 março 2017 Nenhum comentário

O próximo texto encaixa-se mais no tipo reflexivo do que no literário, um contraste em relação à maioria dos textos que costumo publicar aqui. Contudo, depois de uma série de eventos nos últimos meses, senti uma certa necessidade de desabafar sobre algo que eu começo a considerar uma espécie de dom: o de prever, inconscientemente, coisas

Vamos começar por mencionar o primeiro acontecimento caótico do ano, em que um acidente me fez ficar sem computador durante um mês. Ao longo dessa semana aconteceram pequenas coisas de azar, mas nada de premonitório ou marcante. Além disso, eu tinha uma centena de fotografias do clube onde fotografo para editar. Também era a semana de pagar a renda do meu quarto. 

Por alguma razão, a minha preguicite aguda estava especialmente intensa nesses dias, levando-me a ir editando as fotos a passo de caracol em vez de tirar duas ou três horas para o fazer de uma vez só. Mas ainda estava dentro da deadline, por isso, não me preocupei. Também a deadline do pagamento da renda estava estável, por isso, também não me preocupei muito. Mas, por alguma razão que eu não conseguia explicar a mim própria, havia algo que me estava a dizer para ainda não pagar. Esperar até ao final da semana, talvez. Eu não sabia porquê, apenas havia algo a dizer-me para esperar.

Foi então que, nessa quarta feira, enquanto estava a trabalhar (exatamente, nas famosas fotos), que se deu O Acidente (que não irei relatar, mas deixo aqui um recado para todos os meninos e meninas, senhoras e senhores, cis, trans, fluid ou agendernão deixem as velas próximas dos vossos aparelhos eletrónicos; sobretudo os fios). Foi tudo tão rápido e inesperado, que não tive tempo de reagir antes de o meu computador falecer em frente dos meus próprios olhos. Depois disso foi tudo uma corrida contra o tempo para conseguir levar o computador a um técnico antes de a loja fechar, tratar de toda a papelada e chegar a casa e sofrer miseravelmente pela minha tragédia (não sou nada dramática, não). 

Mas sei que, no final desse dia, eu disse a mim própria: ainda bem que não editei as fotos todas (porque perdi tudo e, chegando à minha terra Natal, tive de editar tudo de novo), e ainda bem que não paguei logo-logo a renda


Ok, foi só um incidente, com algumas coincidências engraçadas. E daí? Isso não me torna especial. Isto é, se de facto tivesse sido só esse incidente. Mas estes pequenos 'pressentimentos' acontecem-me regularmente no dia a dia, com pequenas coisas, a que normalmente nem dou muita atenção, mas estão lá. Contudo, houve outro grande incidente. E aconteceu na semana passada.

Era sábado e eu passei o dia inteiro a trabalhar num projeto para uma cadeira da faculdade. Na verdade, era até um projeto sobre Internet, com bastantes referências a Edward Snowden, a Deep Web e a Silk Road, e a venda de dados pessoais da Google e do Facebook. Sim, eu sei, um trabalho muito iluminado e com uma temática muito agradável. Mas, adiante: eu estava a trabalhar nesse projeto o dia todo. Contudo, a certo momento a meio da tarde, lembrei-me que estava a guardar o trabalho - já com diversas páginas escritas e bibliografia definida - no meu computador, em vez do meu disco externo. Compreenderão que, depois daquele primeiro incidente mencionado ali em cima, em que perdi todo o material que tinha no computador, eu fiquei um nadinha 'paranóica' em relação a onde guardo as coisas importantes.

Eu podia deixar para amanhã ou para a próxima semana a tarefa de fazer backup das minhas coisas para o disco, mas algo - mais uma vez - me encaminhou à ideia de o fazer agora. Então eu parei de fazer o trabalho e fui fazer o backup. Não tornei a lembrar-me disso e continuei a trabalhar posteriormente. 

Foi à noite, contudo, pouco antes de eu sair para ir trabalhar, que se deu O Segundo Grande Acontecimento: eu estava a fazer uns últimos ajustes na bibliografia do trabalho quando, do absoluto nada e da forma mais puramente misteriosa, o computador desligou. E não apenas desligou, como também deixou de dar qualquer tipo de sinal de vida. Experimentei ligá-lo de novo, testar outra tomada - nada. Estava morto. Porquê? Não sei. Apenas morreu.

A minha primeira preocupação - depois de 'oh-meu-deus-o-computador-morreu' - foi, naturalmente, com o meu trabalho. Tinha passado o dia todo a trabalhar nele, com muitas outras horas anteriores a fazer pesquisa. Não podia perdê-lo! Mas eis que, iluminado de forma divina, o meu disco externo olhou para mim com um sorriso de quem sabe tudo, e disse: "Olha eu!" E eu olhei, e vi, e suspirei de alívio, porque tinha guardado tudo lá a tempo. (Ok, vocês sabem que ele não falou realmente, e nem me sorriu, mas senti-me como se tivesse de facto feito isso tudo, sim?)

No final do dia, eu pensei: ainda bem que guardei tudo durante a tarde. (E antes que perguntem, sim: ele está de novo vivo e a salvo, obrigada)



Esses são grandes exemplos de grandes acontecimentos. Mas é normal também eu, por alguma razão, enfiar um punhado de Brufen na minha mala, e mais tarde ter dores de cabeça; ou decidir levar um blusão impermeável num belo dia de sol, e mais tarde chover; ou então eu levar um caderno para uma aula onde nunca é preciso caderno, e no final tirar notas. 

Eu não sei bem o que isto é, mas anda a salvar-me a vida de diversas formas há já bastante tempo. Talvez seja o meu anjo da guarda a sussurrar-me ao ouvido e a avisar-me, talvez seja um dom, ou talvez eu seja só uma pessoa intuitiva e moderadamente precavida. De uma forma ou de outra, estou grata por ter esse 'dom' na minha vida. 

Coincidências? Talvez. Ou talvez não. 

E vocês? Têm alguma espécie de dom misterioso que vos salva de vez em quando?

Imagens: stocksnap.io

COIMBRA BD 2017: Eu fui! • Cultura Geek

12 março 2017 Nenhum comentário



Depois de, no ano passado, ter visitado a exposição da Coimbra BD, aguardei com expecatativa uma segunda edição. Por isso, não pude ficar menos do que feliz quando anunciaram uma segunda edição este ano. 

A mostra já começou na passada quinta feira, dia 9 de março - o dia em que lá fui, precisamente - e terminará hoje à noite. Contudo, se alguém acha que este ano não está tão interessante quanto no ano passado, eu discordo plenamente. 



Curiosamente, não sou leitora nem particular apreciadora de BD - a menos que estejamos a falar de manga, mas esse é um 'tipo especial de BD', digamos; contudo, sou admiradora dessa arte e do que ela representa e, como tal, este tipo de exposições são uma iniciativa que me interessa bastante.





O espaço tinha várias bancas - de editoras, artistas ou representantes -, onde a maioria dos produtos estavam para venda, mas podiam ser manuseados e explorados. Havia ainda uma sala de exposição, uma banca com merchandising e sessões de cinema e workshops.

© Aos respetivos autores

© Aos respetivos autores

© Aos respetivos autores

A maioria dos trabalhos expostos eram verdadeiramente incríveis. Desde referências à Marvell e à DC, e até a algum manga disponível, revistas e outras publicações regulares. 

© Aos respetivos autores

© Aos respetivos autores

© Aos respetivos autores

© Aos respetivos autores

Infelizmente não pude assistir, mas houve também um desfile de cosplay - que adoraria ter visto -, onde estiveram vários cosplayers a mostrar as suas personagens. 

© Aos respetivos autores

© Aos respetivos autores

© Aos respetivos autores

Como a maioria dos eventos deste género costumam ser demasiado deslocados em relação a mim, a Coimbra BD acaba por ser o meu  favorito apenas por estar próximo de mim. É a minha oportunidade, e de muitos outros jovens, de visitar um espaço dedicado apenas a uma parcela da cultura geek. 

© Aos respetivos autores




É também uma forma interessante de conhecer autores e artistas portugueses nesse mundo e conversar um pouco sobre os seus trabalhos e, quem sabe, contribuir um pouco para o seu trabalho.

Em termos de dimensão, ainda é um evento consideravelmente pequeno - algo perfeitamente compreensível, dado o facto de ser apenas a segunda edição e a entrada ser gratuita; contudo, tenho esperança de que consiga crescer ao longo dos próximos anos e nos continue a trazer cultura e arte com a mesma qualidade, mas mais variedade.

© Aos respetivos autores

© Aos respetivos autores

© Aos respetivos autores


Apenas lamento não ter conseguido ir mais dias e não ter registado melhor a nível fotográfico, assim como não ter tomado nota de todos os artistas que me interessaram. Contudo, para o ano há mais - assim espero!



E vocês: já tinham ouvido falar da Coimbra BD? Quem foi e o que acharam?


 
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