Fotografia: 2016 em Retrospectiva

30 dezembro 2016 2 comentários
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Olá, pessoal! Sim, eu tenho perfeita consciência de que nós não postamos há algum tempo. Mas sabem como é: altura do Natal, férias, muito trabalho da faculdade para todas nós, mil problemas e coisas a acontecer, então acabamos por deixar o blog um pouquinho de lado. Acabámos por deixar passar o Natal sem fazer nenhum especial, por isso decidi que, pela primeira vez, eu própria iria fazer um '2016 em Fotos' com algumas das coisas mais importantes que aconteceram. Bem, as fotos serão todas do Instagram, porque ele é um registo mais fiel do que os meus arquivos. Mas sim, é isso que este post será! (Ps.: Os #números são links!)


#1: Fotografei o meu primeiro evento, que foi a peça de teatro 'Auschwitz', protagonizada pelo grupo de teatro TEIA.
#2; Finalmente fui aceite em Hogwarts. Ou, como se diz cá por Coimbra, vesti Capa e Batina.
#3: Apaixonei-me pelo Kpop. Fortemente. Nos últimos seis meses não tenho ouvido mais nada. E ganhei uma paixão astronómica pelo rap/hip hope coreano, também. Hoje posso dizer que sou ARMY, VIP e EXO-L. 



#5: Fui ao Europaradise e dei uma festinha numa zebra.
#6: Fiz algumas sessões fotográficas a sério e fotografei pela primeira vez em batizados e casamento. Aliás, também me decidi a finalmente criar uma página para o meu trabalho.
#7: Forteleci amizades. <3


#8: Fui passar uns dias a Viseu com a amiga do #7 e visitei imensos sítios bonitos.
#9: Vi um concerto d'Os Azeitonas e ainda tirei uma foto com eles.
#10: Fiz parte da Associação de Estudantes lá da faculdade.


#11: Tive a minha primeira Queima das Fitas, onde o meu cabelo ficou ensopado tanto de chuva quanto de cerveja.
#12: Vive imensos momentos com a minha família de praxe.
#13: Estudei p'ra caramba.



#14: Pintei o cabelo pela primeira vez. De uma cor que nem dá pra identificar bem.
#15; Pintei o cabelo pela segunda vez, de algo parecido com vermelho.
#16: Pintei o cabelo da cor dos meus sonhos, laranja fluorescente (minha cor atual, aliás).



#17: Fui a algumas palestras de livre e espontânea vontade.
#18: Voltei a ler regularmente, mais ou menos a meio do ano. Mas a lista de leituras continua menor do que a de 2015.
#19: Voltei a ler e escrever fanfics, algo que já não fazia há uns 3 anos.


#20: Fiz uns trabalhos bem loucos para a faculdade.
#21: Comecei a fazer uns trabalhinhos de fotografia para um bar local. 
#22: Comecei a aprender e a fazer video (isso aí é um pseudo-storyboard).


Bem, olhando em retrospetiva, o ano até nem parece ter sido assim tão mau. Mas estas foram apenas as coisas boas. Mas inegável que foi um ano muito intenso, e acredito que o tenha sido para toda a gente.

Ps.2: Não acredito que os BigBang vão estar parados por cinco anos! *chora* Vamos ouvir Last Dance até desidratar, sim?


Faculdade: E agora? #7 - Secundário vs Faculdade

19 dezembro 2016 1 Comentário

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Este post faz parte de uma série.Para leres outros artigos com o mesmo tema, acede a Faculdade: E Agora?

1. Roupa

Quem é estiloso por natureza, vai ser sempre estiloso, até se estiver num safari. Mas quem não tem esse talento natural, e passa o secundário a vestir a primeira coisa que lhe aparece, acaba por seguir um dos dois caminhos: a) chega à faculdade e torna-se n@ rei/rainha do estilo, ou b) piora. E depois há as exceções à regra, como eu, em que a coisa é por dias: se acordo cedo e com paciência, ainda sou capaz de escolher uma roupa minimamente decente; se acordo mesmo em cima da hora e mal disposta, apenas agarro em qualquer coisa e saio (normalmente, a sweat da faculdade).

2. Maquilhagem

Esta é daquelas coisas em que se vai do oito ao oitenta, pelo menos no meu caso foi. Quando andava no secundário, maquilhava-me todos os dias. E quando digo todos os dias, era mesmo todos os dias (ao ponto em que das pouquíssimas vezes em que não o fiz, terem-me perguntado se estava doente). Mas assim que cheguei à faculdade e começaram as praxes, eu percebi que maquilhar-me era um desperdício de tempo colossal - sobretudo porque, depois da praxe, eu ia sair de lá pior do que não me tivesse dado ao trabalho. Por isso, deixei de me maquilhar. Entretanto deixei de ir à praxe, mas o hábito de não me maquilhar manteve-se. No meu segundo ano, aos poucos tenho tentado recuperar o hábito de me maquilhar, mas continuam a ser poucos dias em que o faço.


3. Alimentação

Não é à toa que eu engordei bastante desde que fui para a faculdade. Seja porque passei a fazer menos atividade física, seja porque passei a comer menos bem. E nem vamos falar naquela excursãozinha semanal ao fast-food que só passou a existir na faculdade. Massa com atumo ou salsichas, ou às vezes os dois, é, no entanto, a refeição número um do estudante universitário. Ou cereais. Depende dos dias.


4. Estudo

O meu curso é uma exceção à regra, mas, por norma, na faculdade é necessário estudar o triplo do que se estudava no secundário. Rio-me quando me perguntam se na faculdade 'é preciso estudar muito'. Meus caros, se não fosse, toda a gente se licensiava em três anos. Ou se temos 'muitos trabalhos' e aí a resposta é a mesma. Se achaste que estudar aquelas duas horas na véspera do exame de Português foi intenso, então prepara-te muito bem para estudares duas semanas. (PS.: Eu disse que o meu curso é uma exceção à regra, porque é sobretudo prático. Tem mais trabalhos do que teoria.)


5. Vida Social

Eu não senti muita diferença. Era uma pessoa mais ou menos social e continuei a ser. A diferença significativa está no tipo de pessoas com quem me dou e na frequência com que saio com elas. Se no secundário eu saia uma vez por mês e sempre com os amigos do costume, agora saio pelo menos duas vezes por semana e nem sempre com os mesmos. Contudo, para a maioria dos jovens, ir para a faculdade significa aumentar significativamente o seu número de amigos e conhecidos e não há semana sem uma visita a um dos vários bares da zona.


A culpa foi do mar • Texto

14 dezembro 2016 Nenhum comentário


Ela tinha um medo terrível de construir o hoje, com medo de que o amanhã o destruísse. Ninguém a podia culpar realmente por isso, porque, na verdade, a culpa inicial foi toda do mar, com o seu vestido azul esverdeado e de renda branca.
Ela era pequena quando começou a construir castelos na areia rugosa e fresca. As janelas eram conchas reluzentes e cor de creme, os soldados vestidos de preto: mexilhões, ou o que restava deles.
Com todo o primor que se pode ter aos sete anos, o castelo de areia era uma maravilha, com ameias e merlões delineados pelo ancinho, e um rio de mar à volta da fortaleza, onde habitavam crocodilos imaginários.
No entanto, nem os soldados mexilhões nem os crocodilos de faz de conta impediam o eminente inimigo de invadir o castelo. Ele chegava a correr, com as suas saias transparentes, que borbulhavam em espuma, e pisoteava o castelo, e bebia-o até restar um monte de terra uniforme. O mar.   
Então cedo ela percebeu que não valia a pena construir castelos de areia, se depois o gigante azul lhe destruía a bela obra prima.
Mas isso foi só o início. E a culpa inicial foi do mar.
Mais velha, estudou arquitetura, mudou de cidade, para longe do litoral. A paixão de fazer castelos de areia, tão bem, ou melhor, quanto uma criança de sete anos podia fazer, era um presságio para uma futura sensibilidade no que tocava às artes. Ela queria construir a sua casa de sonhos. De momento vivia num daqueles apartamentos universitários, que pouco mais têm que uma cama e um armário lá dentro, então viajava pelo seu caderno, e projetava o seu mundo com um lápis, e corrigia as imperfeições com uma borracha.
Esboçava no papel as suas ideias. Desenhava petúnias de carvão, a abarrotar de um canteiro preso na varanda. O candeeiro de cristais a brilhar no teto da sala. Os utensílios de cozinha pendentes em suportes, em linha. Mas ela tinha medo de construir, um medo terrível. E as duas casas de banho, o salão, os três quartos, a cozinha, não passaram do papel. O projeto não passou de projeto.
Um dia conheceu um rapaz. Achou-o perfeito. Era a peça que faltava para dar cor às suas fantasias. Ele ofereceu-lhe petúnias num vaso, quando viu os desenhos dela; ofereceu-lhe a promessa de que juntos poderiam tentar erguer e materializar os desenhos que ela fizera.
Mas ela tinha medo. Um medo terrível de construir uma relação, que um dia poderia ser derrubada pelas saias transparentes e borbulhantes do destino. Silenciosas. Tinha medo de virar as costas e de ser apanhada por uma onda, de ser arrastada para um indefinido sem fundo, sufocando.  
Podemos adivinhar a resposta que deu ao rapaz e que deu a si própria.

Ela só desejava viver, novamente, mais perto do mar, para assim o culpar.

História também publicada no Spirit


Os meus produtos preteridos Essence • Beleza + Review

07 dezembro 2016 Nenhum comentário


Sabem aquele tipo de pessoa que já tem um post feito há mais de duas semanas, mas se esquece sempre de o agendar? Yap. Essa pessoa sou eu.
Este é mais um daqueles posts, super importantes e relevantes para a sociedade, acerca de maquilhagem. Mais precisamente acerca dos produtos que menos gostei da marca Essence.
Não os comprem.


3D duo eyeshadow; sombra


3D duo eyeshadow | 05 Irresistible first love
Comprei esta sombra por impulso, uma noite antes do ano novo. Queria experimentar fazer um delineado prateado nos olhos, logo acima do delineado preto, sugestão das revistas de moda 2014, e achei que esta sombra ia dar conta do recado.

Não podia estar mais enganada. A sombra não tem pigmentação alguma e é apenas brilhantes, que se dispersam mal o produto é aplicado nas pálpebras. A parte cor de rosa não tem quase cor alguma. A prateada é preciso aplicar mais de cinco vezes para se ver o cinzento.

3D duo eyeshadow | aplicação com o pincel húmido
As sombras são adoráveis, à primeira vista, cintilantes e festivas e com um design bonito, mas a duração não é boa e a fixação muito menos.
São sombras engraçadas para brincar às maquilhagens com a nossa prima pequenina, mas pouco recomendáveis para fazer outra coisa qualquer.


Cumpre o que promete?

Na parte da trás da embalagem o que nos é prometido é dito numa frase pequena e direta: “3D duo eyeshadow: efeitos irresistíveis e textura de longa duração; aplicar com um pincel húmido para um efeito mais intenso”.

Como já mencionei, o produto não é, definitivamente, de longa duração. E também não cria um efeito “wooo” nos olhos. A textura brilhante e pouco pigmentada desta sombra lembra-me aquelas maquilhagens para as crianças, que têm muitas purpurinas e glitter (e que duram menos que um rebuçado) e nenhuma cor.


Voltaria a comprar o produto?

Não. Os brilhos e as cores são muito atrativos ao olhar, mas não cumprem o que prometem. É como aquela história das pessoas que vêem algo a brilhar ao longe e pensam que vão encontrar algo precioso, quando na verdade é apenas um caco de vidro. 
Segundo o site da Essence, estas sombras 3D foram descontinuadas.



Eyebrow designer; lápis para sobrancelha

 
Eyebrow designer | 02 Brown
A febre das sobrancelhas preenchidas e bem delineadas chegou no início do ano e eu decidi aderir à moda. Geralmente, para disfarçar algumas pequenas falhas nas minhas sobrancelhas, e para lhes dar um aspeto mais “volumoso” e simétrico, usava duas sombras, para obter a cor pretendida, e um pincel.
Por isso, para poupar o trabalho, quando este designer de sobrancelhas chegou à Essence pensei: é isto mesmo, vou experimentar.

Só que o resultado não foi bem o que eu estava à espera. O pincel é bastante durinho e faz lembrar a consistência de um lápis de cera. Na minha experiência, se se aplicar com mão leve a cor não transfere para a pele. Se se fizer mais força, o risco pode tornar-se demasiado grosseiro (e esbater com a escovinha ou um pincel não ajuda).

Eyebrow designer | 02 brown
Como não é uma textura cremosa, o lápis não desliza com facilidade na pele e o desenho não fica natural.
A cor também foi uma deceção. O meu cabelo é castanho escuro, por isso comprei a cor 02 Brown, que é a segunda mais escura da gama (sendo a mais escura um lápis preto).

E a cor ficou demasiado… castanha. Um castanho castanha, literalmente. Um castanho artificial, que provavelmente assentaria bem num cabelo castanho acobreado, mas que não casa com os cabelos castanhos escuros que tantas portuguesas e brasileiras têm.


Cumpre o que promete?

O prometido é que com este designer de sobrancelhas podes dar “estilo às tuas sobrancelhas, com um prático pincel para sobrancelhas definidas e bonitas”, segundo o site da marca.

Eu não penso que o lápis seja prático; não gostei da textura, da formula, nem da cor. Mas isso também pode ser uma preferência minha (pois também já habituada à sombra e ao pincel) e acredito que haja quem se tenha dado bem com o lápis.


Voltaria a comprar o produto?

Nop.



Mono eyeshadow; sombra


Mono eyeshadow | 12 Black is the new black
Esta sombra é mais do mesmo que a outra. E, curiosamente, também foi comprada para um ano novo (ninguém faz boas escolhas um dia antes do ano novo).

É uma sombra preta, mate e baratinha. Mas a pigmentação não é das melhores, nem a durabilidade. Ela também borrata facilmente.

12 black is the new black | uma passagem c/pincel húmido
Dá para os gastos, para fazer um esfumado, mas não é nada de especial.


Cumpre o que promete?

Uma sombra de longa duração, em pó super suave”, é o que está escrito na embalagem. E não, não é longa duração. Não é. LieEEeees.


Voltaria a comprar o produto?

Como já mencionei, é uma sombra que “desenrasca”, mas que é preciso ter-se cuidado, para, ao fim de umas horas após a aplicação, não se parecer um panda.
Não voltaria a comprar, investiria um pouco mais de dinheiro numa sombra com mais qualidade.



Easy 2 use; caneta eyeliner




Não tenho foto da caneta, porque ela foi para o lixo três dias depois de ser comprada.

De “easy 2 use” este eyeliner em caneta não tem nada. É impossível fazer traços precisos com o bico da caneta. Não é uma ponta dura, mas sim mole, quase com a consistência de um pincel.

A pigmentação de início é razoável, mas ao fim de três, quatro aplicações, ela não existe. Muito menos se se aplicar por cima da sombra.

Eu não gostei da caneta, tanto por causa da aplicação como pela qualidade da tinta, como pela durabilidade do produto.

Algo que pode ter acontecido foi eu ter pegado num eyeliner que já tinha sido aberto algumas vezes (um dos problemas da Essence é que as pessoas não sabem o que é um tester e adoram abrir tudo o que tenha tampa). Mas antes de comprar a caneta, quando tinha a certeza que a iria levar, experimentei-a na mão e o traço saiu pretinho, então acho que não foi esse o caso.


Cumpre o que promete?

Não. Não é fácil de usar, não é prático, não é pigmentado e não.


Voltaria a comprar o produto?

Fazer um delineado de gatinho já é difícil. E eu não quero que a tarefa se torne ainda mais complicada. Então, não. Desculpa, Essence.

O produto, aparentemente, também foi descontinuado (pelo menos já não aparece no site português).

Estes são os meus produtos preteridos da Essence. Aqueles que não volto a comprar por mais baratinhos que sejam, porque podem estragar toda uma maquilhagem. E vocês, têm algum produto da marca que vos fez franzir o nariz de desilusão?
Também fiz uma resenha com os meus produtos favoritos da Essence, encontra-se aqui




 
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